Heliópolis – Bahia


História

Heliópolis é um município do estado da Bahia, no Brasil. Sua denominação é de origem grega (Hélios – sol – e polis – cidade) e significa Cidade do Sol. Ninguém sabe ao certo quando surgiu a povoação de origem porque, apesar de muito povoada a região, não havia uma vila ou um povoado. Na verdade era um aglomerado de fazendas com uma capela construída em 1911 pelo Padre Mendonça, pároco de Cícero Dantas. Os fazendeiros eram João Tavares, Balbino Torres, José Umburana, Leopoldino Pereira, Virgulino, Pedro da Gama, Valentin e outros. Foi também o Padre Mendonça quem denominou a localidade de Novo Amparo, seu primeiro nome a partir da construção da capela. A cidade nasceu mesmo um pouco mais ao norte da igreja, onde hoje é a Praça José Dantas de Souza. Na era Vargas, por volta de 1944, era apenas uma rua com cinco casas. Uma delas era de D. Maria de Marcionílio, proprietária da 1ª edificação construída por volta dos idos de 1930. Ficava mais ou menos ao lado do prédio da Prefeitura Municipal. As outras quatro casas ficavam localizadas ao lado da de Maria de Marcionílio e os seus proprietários eram Felino Daltro, Juca de Ancelmo, Isaías e Ezequiel. O testemunho é dado por José Cardoso Bispo (Zé Pequeno), que tinha oito anos na época e vendia lenha para o restaurante de Dona Maria de Marcionílio. Ele saia da fazenda Poço para abastecer de gravetos o fogão do único restaurante do local e parada quase que obrigatória para tropeiros que cortavam a região em direção a Sergipe. “O resto era tudo muito mato. Havia muitas fazendas. De povoação só a Pindorama, que naquela época não passava de umas cinco casas também. Quem começou mesmo Heliópolis foi uma mulher, Maria de Marcionílio”, afirma Zé Pequeno, hoje com 75 anos. A versão da denominação de “Pau cumprido” pode não ter relação com a cidade,mas com a chegada dos primeiros fazendeiros. Pode ter sido na época em que ainda não se tinha sequer um arremedo de povoação. Mas Zé Pequeno confirma a questão da matança de boi debaixo de um grande cajueiro, feita por José Umburana, embora reafirme que a primeira edificação foi feita por Maria de Marcionílio.

Com o passar do tempo, e o aumento sempre crescente de circulação de pessoas na área, residências começaram a ser construídas, dando origem ao povoamento de rápido crescimento.Enquanto a Pindorama crescia lentamente, Novo Amparo, a pouco mais de dois quilômetros, despontava como grande centro comercial. Em 1952, com a construção do Açude da Pindorama, quando era governador o Dr. Regis Pacheco, a vida do povoado passou a ser regada pelas águas da barragem. Em períodos de longa estiagem, era o socorro das famílias. O açude só veio secar agora, em 2011. Em 1960 ganha a condição de Distrito de Ribeira do Amparo com o nome de Heliópolis, colocado por um juiz de identidade ainda não revelada. Seu crescimento continuava em ritmo acelerado. Por força da Lei Estadual de 11 de abril de 1985, é criado o município de Heliópolis, com território desmembrado de Ribeira do Amparo. A sede foi elevada à categoria de cidade e passou a ter como povoados Serra de João Correia (Serra dos Correias),Tanque Novo, Farmácia, Cajazeiras, Riacho, Viuveira,Massaranduba e Tijuco. De lá para cá, várias localizadas cresceram e já são consideradas povoados. João Grande, Sacatinga, Caboré, Itapororoca, Trapalha, Jiboia, Arrozal, Pau Ferro e Sapé. Há ainda povoações de destaque no município como Araticum, Barreira do Tubarão, Barreira Grande, Bendó, Camboatá, Caetana, Calumbí, Condão, Cumbanzê, Feijão Bravo, Galinha Morta, Mandacaru, Maria Preta, Marmelada, Melancia, Ouricuri, Pindobal, Poço, Porteira, Queimada do Miguel, Quixabeira, Riachinho, Saco Grande, Serrota, Tamarindo, Tamboril, Tanque das Vargens, Tanquinho, Terra Preta,Umburana, Velame, dentre outras.

Sr. Pequeno, figura iustre e grande conhecedor da história da cidade, afirma que Heliópolis começou com uma mulher

Sr. Pequeno, figura ilustre e grande conhecedor da história da cidade, afirma que Heliópolis começou com uma mulher.

Clima e relevo

O clima de Heliópolis é o tropical sub-úmido a seco. As chuvas caem de março a agosto e as trovoadas entre novembro e janeiro, em situação padrão. Esse clima apresenta temperatura média anual de 18,8 a 25,4 graus centígrados, com máxima de 24,5 a 33 graus centígrados, e mínima de 14 a 22 graus centígrados. A pluviosidade média anual é de 850 milímetros. Devido à sua localização, a cidade de Heliópolis é considerada região Agreste. Isto lhe permite, quando a normalidade acontece, beneficiar-se das trovoadas vindas do Norte e/ou da umidade do litoral de Sergipe. Portanto, Heliópolis está situada entre o Sertão semi-árido e a Zona da Mata úmida. O relevo de Heliópolis é formado pelas planícies e pelos tabuleiros costeiros do rio Itapicuru e do Rio Real, com uma altitude de 324 metros. A estrutura geológica do município de Heliópolis é composta pelos Arenitos, Argilitos e Paraconglomerados. Por se localizar numa área de transição (ecótono), Heliópolis apresenta uma vegetação de contato entre o Cerrado e a Caatinga e está totalmente inserido na bacia hidrográfica do Rio Real.

Comunicação e transporte

No início do seu povoamento, existia uma grande dificuldade de locomoção para as cidades vizinhas. Carros-de-bois e burros de carga faziam o transporte de mercadorias nos caminhos e veredas. Aos poucos os caminhos foram sendo construídos e os veículos ocupando seus espaços. A principal via de acesso e de escoamento da produção é a BA-393 – que liga a cidade à BR-110 – com 16 quilômetros – e que também liga, na faixa Leste, Heliópolis ao município de Poço Verde-SE, com 12 quilômetros.Todos os 28 quilômetros estão bem sinalizados e com pavimentação asfáltica satisfatória. A outra via é a estrada que liga ao município a Ribeira do Amparo, passando pelo povoado de Raspador. Trata-se da BA-084, que segue até o Recôncavo, passando por Biritinga, Irará, Coração de Maria, etc. São cerca de 50 quilômetros de cascalho e barro batido até Ribeira. Esta mesma estrada, em direção ao norte, sai da BA 393, na altura da entrada da fazenda Vaca Brava e liga o município de Heliópolis ao município de Fátima, num percurso de 13 quilômetros, também sem pavimentação asfáltica. Neste pequeno trecho, a estrada ainda é municipal.No terminal de embarque há linhas de ônibus e transporte alternativo para Aracaju, Ribeira do Pombal, Salvador, Cícero Dantas e vários outros municípios todos os dias.Na comunicação, Heliópolis chegou a ter um sistema de alto-falante, denominado “A voz de Heliópolis”, bastante ativo na sede e cujo locutor, Zequinha de Maxi, era muito popular na cidade. Há uma Agência dos Correios e circulou certo tempo um jornal “A Mosca”, que era especializado em política municipal e tinha como redator o professor José Valteno. Também circulou o mensário chamado “Voz do Sertão”, editado pelo professor Landisvalth Lima. Hoje, circula o Jornal Impacto, do jornalista Jorge Souza. Além disso, há diversos blogs e portais no espaço virtual. Dentre eles destacamos o Landisvalth Blog, o Portal Heliópolis, o Impacto Jovem, o FALASCOCRI, o Ana Dalva News, dentre outros.Há também uma rádio comunitária 104,9 – A Heliópolis FM – atuando na sede do município.

Educação

A escola municipal de Ensino Fundamental Waldir Pires é a melhor escola do município de Heliópolis no ensino fundamental maior. Localizada na sede do município, o colégio, que já foi um dos melhores da região quando ministrava Ensino Médio (2º Grau), continua na dianteira no município, apesar dos índices ainda baixos. A média, que era de 2.4 em 2005, atingiu 3.7 em 2011, da 5ª a 8ª série. Já no ensino fundamental das primeiras séries, a escola Rui Barbosa, também na sede, honra o nome que tem e mantém a medalha de ouro desde 2005. A média que naquele ano era de 4.3, caiu em 2007 para 4.0 e voltou a subir em 2009 a 4.9. Embora tenha caído para 4.8 em 2011, a escola mantém distância das outras. Só para se ter uma ideia, a 2ª colocada é a Waldir Pires com 3.8. Até o 5º ano, duas escolas não obtiveram notas: a Tancredo Neves (povoado Tanque Novo) e a São Jerônimo (Cajazeiras) e, do 6º ao 9º ano, três escolas não tiveram as médias registradas: a D. Pedro I, (por número de alunos insuficientes), a Getúlio Vargas e a Marcelino Borges dos Santos (Tijuco). Só outra escola, além do Waldir Pires, conseguiu nota: a Jorge Amado Riacho), com 2.9, bem abaixo da meta. A pior escola dentre as que conseguiram nota até a 4ª série é a Marcelino Borges dos Santos, do povoado Tijuco, com também exatos 2.9. No geral, Heliópolis apresenta um Ideb de 3.9 para o fundamental menor e 3.7 para o fundamental maior. As metas foram atingidas, mas ainda é uma educação deficiente e precisa melhorar muito.

Política

Depois de emancipada, Heliópolis passou ao segundo passo: a eleição dos seus administradores e legisladores. Em 15 de Novembro de 1985 foi realizada a primeira eleição municipal e o vencedor do pleito executivo foi José Emídio Tavares de Almeida Santos, o Zé do Sertão, que venceu a filha do homem que lutou pela emancipação de Heliópolis, o José Dantas de Souza, conhecido por Nozinho. A vitória foi incontestável: 475 votos de frente, derrotando Evanildes Ribeiro de Fontes, conhecida pelo nome de Dona Vanda. O vice-prefeito eleito foi José Brito. Como àquela época ainda não havia reeleição, Zé do Sertão indicou como seu sucessor Aroaldo Barbosa de Andrade, que venceu as eleições de 1988, tendo como companheiro de chapa Antônio Rodrigues de Oliveira, o professor Clóvis. O vencido foi Juarez Carlos de Oliveira, que recebeu apoio total dos religiosos católicos. Em 1992, Zé do Sertão voltou a disputar o cargo de prefeito. Seu vice foi o vereador Genival Nunes Santos. Como José Emídio renunciou ao mandato de prefeito para assumir uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia, Genival assumiu o cargo um mês após sua posse como vice. A dupla venceu Dona Vanda, que completava sua segunda derrota pessoal. Em 1996, Aroaldo Barbosa fez uma aliança com Dona Vanda, que aceitou ser a vice dele e a oposição chegou ao poder pela primeira vez, derrotando Zé do Sertão com um ex-aliado. Além da união, a oposição contou com a insistência do ex-prefeito, que não se reelegeu deputado em 1994, em lançar sua esposa, Josefa Naudija Santos Brito, a Naudinha. De última hora, depois de perder em todas as instâncias, Zé do Sertão lançou Ildefonso Andrade Fonseca, o Ildinho, e colocou sua esposa na vice, o que também invalidava chapa. Não adiantaram as manobras, Aroaldo Barbosa retornou ao poder com 161 votos de vantagem. Quatro anos depois, já com o advento da reeleição, Aroaldo Barbosa e Dona Vanda vencem mais uma vez e Zé do Sertão sofre sua segunda derrota seguida. Em 2004, Aroaldo Barbosa lança como seu sucessor José Gama Neves para disputar a eleição contra Zé do Sertão e Landisvalth Lima, este do PT. O vitorioso é Zé do Sertão, tendo como vice Santaninha, esposa de Ildefonso Andrade Fonseca. Em 2008, José Emídio (PSDB) vai para a reeleição contra José Gama Neves (PR) e Walter Rosário (PCdoB). O Partido Comunista elege o seu primeiro prefeito na região. Walter Rosário, o Waltinho, tinha como vice José Andrade Guerra (PT). Agora em 2012, Ildefonso Andrade Fonseca (PSC), o Ildinho, se une a José Gama Neves (DEM), que ficou como vice, e derrotou por 137 votos a chapa do PCdoB, liderada pelo Walter Rosário, que buscava da reeleição.

Localização da Cidade de Heliópolis - BA

Localização da Cidade de Heliópolis – BA

 Município de  Heliópolis
Aniversário 11 de Abril
Fundação 11/04/1985
Gentílico heliopolense (do município) e heliopolitano (cidade)
Prefeito Idelfonso Fonseca (PSC)(2013–2016)
Mesorregião Nordeste Baiano
Microrregião Ribeira do Pombal
Municípios limítrofes Cícero Dantas e Fátima (Norte); Ribeira do Pombal (Oeste); Ribeira do Amparo (Sul), Poço Verde-SE (Leste) Distância até a capital – Salvador – 340 km Distância até Aracaju – Capital de Sergipe – 160 km
Características geográficas Área 324,005 km²
População 12 444 hab. IBGE/2010
Densidade 38,41 hab./km²
Altitude 324 m
Clima Tropical Semi-Árido
IDH 0,58
PIB R$ 41 498,709 mil IBGE/2008
TextField
PIB per capita R$ 2 847,25 IBGE/2008

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Endereço:Praça XV de Novembro, Centro
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